CANTINHO DO FADO

ESPAÇO DEDICADO AO FADO E AOS AMANTES DO FADO SÁBADOS E DOMINGOS ENTRE AS 9 E AS 10 HORAS NA SESIMBRA FM 103.9 APRESENTAÇÃO DE ALBERTO SILVA Pode ouvir através da Internet www.radios.pt

30/09/2010

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14/08/2010

 
 
 

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ENTREVISTA COM O FADISTA ANTÓNIO LAVINHA

Recebemos hoje na Sesimbra FM 103.9 no Cantinho do Fado o fadista António Lavinha, nascido no Alentejo na freguesia da Amareleja no dia 25 de Março de 1964, de tenra idade veio viver para o Concelho da Amadora.

Estivemos á conversa e fizemos apresentação do seu último trabalho FADOS DE MIM O Passado... Ontem e antes. Foi um prazer receber o António Lavinha ficou marcado novo encontro para a apresentação do seu novo trabalho. Até breve.

19/06/2010

CANTINHO DA POESIA

Tive o previlégio de conhecer pessoalmente o José Saramago ainda não tinha ganho o Prémio Nobel da Literatura estavamos em 1996 era eu o director cultural da Casa do Alentejo de Toronto.
A Semana Cultural Alentejana todos os anos se realiza em Toronto, trata-se duma maiores manifestações culturais que se realiza fora de Portugal, nesse ano a Casa do Alentejo convidou uma grande embaixada cultural a deslocar-se a Toronto entre muitas personalidades da cultura portuguesa estava o escritor José Saramago.
Ao elaborarmos o programa da Semana Cultural Alentejana juntamos dois grandes vultos da cultura portuguesa José Saramago e o Maestro Vitorino de Almeida. Essa noite ficou memorável, cerca de duas horas de encher o ego com estas duas grandes figuras, chamamos aquele momento " A MUSICA E A PALAVRA" ninguem queria que chegasse ao fim. Ficará para sempre na memória de quem pôde assistir a este momento que ficou gravado a letras de ouro na Semana Cultural Alentejana.
E hoje que o grande escritor morreu fisicamente, deixamos aqui a nossa homenagem a esse homem simples
que nos encheu de orgulho por tudo que nos deu. Obrigado José Saramago



Poema à boca fechada

"Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."

José Saramago